segunda-feira, agosto 27, 2007

Olá

Olá! Sempre apanhaste o tal comboio?

Eu já perdi dois ou três

entre o ócio e as esquinas

ganhei o vício da estrada

nesta outra encruzilhada

talvez agora a coisa dê

o passado foi à história

cá estamos nós outra vez


Conheço a tua cara, mas não sei o teu nome

eu escrevo já aqui, não sei o quê, arroba-ponto-com

vou-te reencontrar noutro bar de estação

ou talvez quando perder mais um avião

o barco vai de saída, tu estás tão bronzeada

é tão bom ver-te assim, ardente

tão queimada


Eu quero reencontrar-te noutra esquina qualquer

sem saber o teu nome ou se ainda és mulher

quero reconhecer-te e beber um café

dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê

sorrir-te cá do fundo, subir os degraus

eu quero dar-te um beijo

a cinquenta e tal graus


(...)


Sempre apanhaste o tal comboio? Eu já perdi dois ou três

entre o ócio e as esquinas

ganhei o vício da estrada

nesta outra encruzilhada

talvez agora a coisa dê

o passado foi à história

cá estamos nós outra vez


cá estamos nós outra vez





Aos 23 anos, ando a descobrir Jorge Palma...

4 comentários:

Headache disse...

E eu aos 27...

Francis disse...

e eu já esqueci.

Maquinista de comboio disse...

O vicio da estrada a partir de certa idade chateia.

Abssinto disse...

Não é tarde. Por falar em Palma & comboios, lembrei dum hino que ouvia muito quando andava na tropa e andava muito pela CP. Hoje prefiro o comboio para destinos mais agradaveis.


Mifá
Mifá
É de um comboio que eu te escrevo,
Mifá
São os teus olhos que eu levo,
Mifá
Dentro dos meus
Vê lá tu

Mifá
O amor nem sempre é brincadeira,
Mifá
Quer a gente queira ou não queira,
Mifá
As coisas são mesmo assim

E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho

Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,
Mifá
Tem cuidado contigo

Mifá
Não vou soluçar por ti,
Mifá
Mas tenho um espaço vazio aqui,
Mifá
No meu coração
Vê lá tu

Mifá
Solamente una
Dói se pensarmos que
Isto é o fim
Mas resta sempre
Alguma coisa

E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho

Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,
Mifá
Tem cuidado contigo

E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho
Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,
Mifá
Tem cuidado contigo


(Mifá)